domingo, 2 de setembro de 2007

Da Capital Federal

Realmente não tenho conseguido atualizar esta página semanalmente como havia prometido. Além da dificuldade de encontrar um computador para escrever, a preguiça também me impede às vezes. Acho que uma vez a cada 2 semanas é mais possível de ser cumprido.

Se me lembro bem a última vez que eu escrevi foi em Caldas Novas, fiquei 6 dias por lá antes de seguir para Goiânia. A casa do seu Sidiney era muito agradável e o bom humor dele também contribuiu para eu ficar tanto tempo. Foi ótimo para descansar, ler, tocar violão e escrever. Conheci as águas termais. A cidade é famosa por ser a maior estância hidromineral do mundo, com águas que brotam do chão com temperaturas de até 60º C.

A distância entre Caldas e Goiânia é mais ou menos 180km, ou dois dias de pedalada. O Sidiney fez questão que eu ficasse hospedado na casa dele lá em Goiânia então fomos de carro. Fiquei apenas 2 dias na cidade, Sid me levou para conhecer alguns lugares. Conheci o André, pai do Goiano - meu amigo do RS - me informei bastante com ele sobre o roteiro para os próximos dias. Tinha duas opções para chegar até Brasília, o caminho mais curto era 209 km, e se quisesse passar por Pirenópolis, cidade histórica de Goiás, aumentaria em 80 km o percurso. Fiquei sabendo que Pirenópolis é uma cidade bem turística e por isso tudo é muito caro, como não gosto de me sentir explorado e de fazer os programas convencionais de turista resolvi ir pelo caminho mais curto e não passar por lá.

No primeiro dia, depois de mais de uma semana parado, tive que passar por uma fase de readaptação - como o pessoal diz por aqui, "esse trem tá pesado dimais " - não consegui chegar tão longe quanto tinha planejado mas fora isso foi tudo tranquilo. Dormi em um posto de gasolina perto de Anápolis. No meio da noite levei um enorme dum susto quando alguma coisa encostou no meu pé através da tela da barraca, depois do grito vi que era um filhote de gato que estava querendo se esconder do frio na minha barraca. O pobre do gato se assustou mais com o meu susto do que eu com ele, saiu correndo tanto quanto pode e não apareceu mais nas redondezas.

No outro dia, com 85 km pedalados desde Goiânia cheguei em Abadiânia. Eu almocei lá e fiquei parado por um tempo esperando o sol baixar. Passei em uma farmácia para comprar um protetor solar - artigo de primeira necessidade aqui nessas bandas - e depois da conversa corriqueira sobre a viagem com o farmacêutico eu saí e fui procurar um lugar pra me acomodar. Algum tempo depois o rapaz saiu da farmácia e veio falar comigo, ele disse, "já que está por aqui você deveria ir até Pirenópolis, vai encontrar um pessoal gente boa por lá, a cidade é cheia de alternativos" Eu agradeci a dica e fiquei pensando, achei estranho o cara sair da farmácia para vir me falar aquilo, peguei o mapa e vi que teria que desviar bastante; e para ir até lá eu já deveria ter pego outra estrada em Anápolis, que seria mais perto. Mesmo assim por algum motivo que eu não sei bem resolvi mudar os planos e ir até lá.

Desviei o caminho e segui rumo a Pirenópolis. A estrada estava ótima, sem buracos e pouco movimento. Anoiteceu e a lua surgiu. Não estava totalmente cheia, mas iluminava meu caminho de uma forma tão intensa que era desnecessário usar a lanterna. O clima também estava ótimo. Alguns poucos quilômetros antes de chegar em Pirenópolis furou meu pneu traseiro. A noite estava tão agradável que eu nem me incomodei com aquela caminhada ao luar. Empurrei a Gaia até um posto de gasolina dentro da cidade. Como toda cidadezinha turística, há placas de pousadas e passeios por todos os lados. Eu nem quis perguntar preços de hospedagem. Já fazia uns 20 dias que eu não gastava pra dormir e não estava querendo recomeçar naquele dia, além de que cada vez mais eu descubro que há outras alternativas, é só estar aberto que as oportunidades aparecem.

Eu fui comer um espetinho em uma lanchonete ao lado do posto, depois do questionário básico a garçonete me perguntou aonde eu iria dormir. Eu falei que ia ser na barraca mas ainda não sabia aonde iria montá-la. Ela então disse que se eu quisesse poderia dormir no quintal da casa dela. Não precisei mais me preocupar com a minha habitação para aquela noite - estranho essa sensação de nunca saber onde vou dormir até a hora que o sono vem, leva um tempo para se acostumar. Consertei o pneu e fui até a casa da moça, ela continuou trabalhando na lanchonete mas os filhos dela estavam em casa, a Vanessa de 9 anos e o César de 7. Conversei bastante com as crianças, elas quiseram saber para que servia cada coisa que eu levava na minha bicicleta-casa. Dormi cedo e de manhã ainda tomei um café com a Sara e as crianças antes de partir.

Quando eu saí ainda não tinha certeza do meu rumo, eu tinha ouvido falar de uma comunidade alternativa que havia perto da cidade e fiquei com vontade de conhecê-la. Mas não sabia se podia simplesmente aparecer lá e também não sabia onde era. Tinha também a opção de seguir direto para Brasília, mas seria meio frustrante ter aumentado consideravelmente o caminho só para passar pela cidade e não conhecer nada. Eu dei umas voltas pela cidade, almocei, e fui até um lugar para usar a internet e ver se achava mais informações sobre a comunidade. Descobri que poderia fazer uma visita e peguei o endereço. Saí em busca do lugar, ficava 7 km afastado do centro da cidade, várias paradas para pedir informação e outras para descansar depois das subidas íngremes na estrada de terra. A vista muito bonita e a tranquilidade da estrada compensavam o esforço.

Por volta das 3 da tarde cheguei na FRATER. Lá só se ouvia o barulho do rio e dos passarinhos. Passei por uma casa e aparentemente não havia ninguém, outra casa e nenhuma alma viva, na terceira encontrei uma alma viva e muito tranquila, o Ede, o cara que fundou a comunidade em 1984. Conversamos um pouco e ele me explicou que a comunidade passou por várias transformações desde que foi criada, até dois anos atrás eles viviam sem luz e antes ainda as práticas de meditação e o vegetarianismo eram regra para todos. Muita gente passou por lá mas agora moram apenas 9 pessoas. Depois o Ede me levou para conhecer o Rodolfo, o responsável pela hospedagem, um psicólogo uruguaio que também chegou aqui na década de 80. Tomei um limonada e bati um longo papo com ele, sujeito muito interessante - emprestando o termo que ele mesmo usou para falar de mim - sem fronteiras na cabeça. Depois conheci a Ieda e o Raul, o cozinheiro da comunidade. Tomei um banho de rio e fui participar da meditação às 18 horas. Assistimos um filme e fui dormir na casa que eles me emprestaram.

No segundo dia lá o Ede gravou uma entrevista comigo para a rádio comunitária da cidade, onde ele trabalha. Almocei no restaurante da comunidade. Tanto o almoço como a diária custavam 5 reais, mas como eles se solidarizaram com a minha viagem não me cobraram pela hospedagem. À tarde fizemos um som na casa do Ede, entre outras estórias ele contou que conheceu pessoalmente o Raul Seixas, esteve na casa dele no Rio de Janeiro. De noite teve meditação e filme novamente. A casa que eu estava não tinha luz, mas isso não foi muito problema, a lanterna dava conta. O único problema era na hora do banho - que acabava sendo o mais sucinto o possível.

No outro dia arrumei tudo pra sair pela manhã. Me despedi do Ede e passei na casa do Rodolfo para ouvir uma fita. Era um som feito com uma cítara improvisada que ele mesmo construiu a partir de um violão quebrado. Fiquei impressionado com a música e a cítara que ele fez, um conhecimento musical enorme de um cara que nunca estudou música formalmente, aprendeu tudo de ouvido, ouvindo Beatles segundo ele. (coloquei um vídeo de uma música dele mesmo)

O Rodolfo também fez suas viagens e tem muitas estórias pra contar. Certa vez ele estava com alguns amigos em um ônibus em algum lugar do Paraguai. O ônibus quebrou e eles resolveram continuar a viagem a cavalo. Depois de algum tempo eles se perderam na mata, e o Rodolfo ainda conseguiu se perdeu dos demais. Foi parar, sozinho, em um tribo indígena. Os índios pegaram ele e começaram a chamá-lo de "nham-de-jara" ou algo assim. Ele não fazia a menor idéia do que eles estavam falando. Os índios trouxeram uma bacia com água e começaram a lavar os seus pés. Naquele momento ele imaginou que a intenção deles era lavá-lo para depois cozinhá-lo e em seguida comê-lo. Acabou que pra sua sorte o ritual ficou mesmo só na lavagem dos pés. Ele disse que na época o seu visual se assemelhava um pouco com o meu, barba e cabelo comprido. Depois os índios trouxeram um panfleto com a imagem de Jesus Cristo e apontavam para ele e para o papel e repetiam "nham-de-jara", "nham-de-jara". Salvo pelo cristianismo. Ele acabou sendo acolhido pelos índios, viveu lá por 2 anos - por opção própria - e aprendeu a falar um pouco do tupi-guarani. Descobriu que "nham-de-Jara" significava Nosso Senhor. No começo eram vários os pedidos para que ele fizesse algum milagre, depois se convenceram que ele não era mesmo o 'Homem'. Mas como já haviam se entrosado bem, deixaram que ele morasse por lá. Ele conta que a estadia lá foi uma experiência antropológica sem igual.

Além dessa o psicólogo, escritor, músico e padeiro Rodolfo tem vários causos para contar, como atestado de um grande homem, passou maus bocados durante a ditadura militar uruguaia na década de 70. O que mais me admirou nesse sujeito foi a sua coerência, apesar de toda sua experiência e conhecimento ele vive como o mais simples dos homens. Sua renda vem dos pães que faz e vende na cidade. Suas posses se reduzem ao estritamente necessário. Ele brincou que na minha bicicleta eu carregava mais coisas do que tinha em casa. Um cara que nunca perdeu o foco do que realmente importa nessa vida. A certeza de uma vida vivida intensamente, sem preconceitos, ganância ou arrogância. Quando ele vai preencher algum cadastro e lhe perguntam o que ele faz, ele responde: Eu faço pão.

Vale dizer que minha intenção era ficar só um dia, depois aceitei o convite para ficar uma noite, depois duas e acabei ficando quatro dias por conta das conversas com o Rodolfo. Valeu a pena ouvir a dica do farmacêutico. Talvez não era bem esse tipo de programa que ele tinha em mente quando me falou para ir até Pirenópolis, mas eu não consigo imaginar como minha passagem por essa cidade poderia ter sido mais proveitosa.

Saí de lá no domingo e peguei a estrada dos pireneus rumo a Brasília, muito calor, sol e subida pela estrada de terra. No caminho dois carros que passaram por mim ficaram com pena do meu penoso ofício de viajante de bicicleta e me ofereceram refrigerante e água. Dormi no terreno de uma casa em construção próximo a cidade de Cocalzinho. No outro dia cheguei em Brasília. Encontrei um outro cara viajando de bicicleta, ele vinha no sentido contrário do meu. Ficamos conversando por um tempo, ele não falava quase nada de português o jeito foi tentar falar inglês mesmo. Contou que saiu há 2 anos de San Francisco nos EUA, passou pela Austrália, Ásia, Europa, África e agora estava já nos finalmentes, ia descer - ou subir, dependendo do ponto de vista - um pouco até a Argentina e depois subir - ou descer - por Chile, Bolívia, Peru, Colômbia e América Central para depois chegar em casa novamente. Era um desses caras que querem comprovar com os próprios olhos que o planeta é mesmo redondo. Até fiquei com vontade de um dia fazer isso também... quem sabe.

Passei por Águas Lindas de Goiás, mas não se enganem pelo nome, não há nada de lindo naquelas águas. A cidade é das mais pobres que eu já vi. Uma legião de imigrantes miseráveis que vieram para cá em busca de uma vida melhor e não encontraram. Cidade como tantas outras do entorno de Brasília.

Cheguei em Brasília na segunda-feira e fui muito bem recebido na casa da Marina, uma amiga com quem eu não tinha mais contato há 7 anos - interessante que além de conhecer coisas novas esta viagem também está servindo para retomar velhas amizades. Fiquei 6 dias em Brasília, aproveitei para fazer uma revisão na Gaia, que já gritava por óleo depois de tanto pó, e também para dar um jeito nas minhas roupas que já pediam desesperadamente para serem bem lavadas. Queria deixar aqui meus mais especiais agradecimentos para a Marina e a Luciana, a excelente mãe e cozinheira Vera e o grande contador de estórias e poeta Joaquim, que me incentivou e me ajudou bastante com a minha escrita.





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13 comentários:

Ber disse...

OI Léo, como sempre muito bom seus iscrivinhados e agora tem até video. Legal. Já achou q o gato ia ser um novo convite para uma agradavel noite de prazer???? Esse Rodolfo q vc falou, ele eh um monge, sera q vc ira ser um tambem? faz ate a gaitinha de boca do rod. Amanha tem a primeira prova do semestre, pra variar nem peguei nos cadernos ainda, mas cada vez tenho mais certeza q tudo isso eh muito pequeno perto do q é viver... Aproveite

Anônimo disse...

Olá Léo

Li no Correio Brziliense uma matéria muito interessante sobre você e resolvi entrar no seu blog. Sempre tive vontade de me aventurar como vc, mas me falta coragem. Estou com muita inveja e fiquei sensibilizado com a sua história. Um forte abraço, muita sorte na aventura e espero que essa experiência seja marcante.

Pedro
secretparty2006@yahoo.com.br
Brasília-DF

Bruno disse...

Oi, Leo!
Que massa que tá tua viagem!
Agora até com videozinhos!! hahahaha
Boa viagem e continue escrevendo!
abração!

Anônimo disse...

Prezado Léo,

Comecei acompanhar seu blog após ler reportagem do correio brasiliense.

Isso que eu chamo de liberdade!.
Tenho toda certeza que você está
conhecendo um Brasil verdadeiro.
Vendo com os próprios olhos a diversidade cultural de nosso país.

Quero parabeniza-lo pela sua aventura e esperar que você escreva sempre para que possamos compartilhar tanta coisa importante.

Uma que achei interessante foi a da senhora que sonha ir catar latinhas em Floripa.

Sempre que puder escreva, lembre-se, que embora distante, existem pessoas super interassadas em viajar contigo através do seu blog.

Parabéns rapaz!
Um grande abraço,


Afranio Correia
Brasília - DF
afranioteofilo@terra.com.br

Tenile disse...

Ô mano. Cada vez que leio tuas histórias viajo nelas contigo e quando acaba me pergunto o que to fazendo por aqui de novo.... segunda feira, trabalho, telefone, computador...argh. Você me faz passar por uma crise cada vez que escreve. Me faz perceber que a vida é muito mais. MUITO MAIS. Beijo no coração.

Fernando Mantovani disse...

Daê Guri!!!

Todo High Tech, tem até video agora!!!
Pesadinha aquela subida heim, canso só de ver...
Tô curioso pelo que vem pela frente, acho que de Brasília em diante o Brasil começa a ficar mais deserto de civilização, ou estou enganado??? Vamos ver...

Grande Abraço!!!
Mantovani

Luiz disse...

Dae Léo, apesar de ser a primeira vez que escrevo aqui, to sempre lendo teu blog (muito bem escrito por sinal). Como disse tua irmã aí embaixo, tem muito mais na vida. E vc vai ser um dos poucos que vai poder olhar pra trás e ter certeza que aproveitou ao maximo o que ela pode oferecer.

Se quiser dar uma esticadinha e vir até Detroit, tem lugar pra vc aqui! hahahahaha.

Falou!

Samanta disse...

Oi Léo o pessoal aqui de Berlândia já estava preocupado sem noticias suas.
O Fernando todo dia me pergunta se tenho noticias, se sei aonde vc está.
Continuo aqui em Berlândia até dia 7 de setembro.
Boa viagem
Abraço de todos de Berlândia

Anônimo disse...

Esse comentário não é PARA o Léo e sim SOBRE o Léo...

Devo dizer que, depois de tantos anos que eu o conheci, tive a honra de recebê-lo aqui em casa - Brasília - em meio a uma tão emocionante viagem...
Ao tomar conhecimendo da viagem e do blog, fiquei feliz por ter a oportunidade de poder fazer essa viagem, ainda que virtual. À medida que o Léo ía postando suas impressões e desabafos, senti que estava diante de uma grande oportunidade para conhecer meu país, seu povo e sua realidade, por meio de uma perspectiva tão inusitada - o Léo me pareceu ser alguém tão sensível ao reparar em detalhes tão sem importância para tantos outros viajantes...
Aproveito para deixar registrado a beleza desse garoto para tantas pessoas que vejo que o estão conhecendo pelo blog.
Léo, saiba que comigo ficou uma grande admiração por você - sua pessoa, seus sonhos, suas atitudes, alguém tão coerente com suas idéias e tão aberto a conhecer tantos tipos de pessoa e modos de vida.
Siga em frente!

Marina

Thomas disse...

Grande Léo...

Marina (acima) resumiu muitas verdades sobre vc e tua experiência.
Assino embaixo.

Acho q o Mantova tem razao ao dizer da paisagem (e vc sabe "incomparavelmente" - comparando - melhor q nos), mas eu sinceramente espero q isso te dê mais prazer em seguir em frente e observar e vivenciar isso (pq eu seria assim).

Aproveite mesmo... abracao!

Anne disse...

Léo!
Tá cada vez mais legal vir aqui ler os seus relatos!!! Continue escrevendo e se cuide!!!

Beijos

Anônimo disse...

Oi Filhão,

Fico feliz em ver sua maturidade para perceber o valor das pessoas. Todas são escolas de vida e você está tendo a sensibilidade e inteligência de aprender com elas. Seu senso de fraternidade aumenta e vai tornar você melhor médico.
Aproveito para te lembrar que a verdadeira liberdade é interna, reside no pensamento, em você ser dono dele, e não externa, de fazer o quer, quando quer.
A propósito, a preguiça cerceia a liberdade porque interfere no livre-arbítrio. Você deve mandar em seu corpo e não o contrário, por isto não deixe de escrever quando tiver vontade, aliás, esta viagem é grande oportunidade de escrever um livro. Vai ajudar as pessoas a romper preconceitos e expandir o pensamento (como disse seu sábio amigo: “sem fronteiras na cabeça”). Servir é o caminho mais inteligente para aumentar a liberdade.

Abraço do pai.

Anônimo disse...

Oi, super leo!
O Rod comentou de seu ultimo relato e não pude deixar de le-lo até o fim...muito bom receber as noticias dos grandes encontros que a viagem tá te possibilitando...massa mesmo!

UM bjo e abraço apertado, Leo!
Tou com saudades!
Thaisinha

obs: estamos cuidando bem da livinha...pode perguntar pra ela! :P